Wagner Moura, Kleber Mendonça Filho e nomes do cinema assinam carta sobre eleições de 2026

Documento divulgado pela Variety pede atenção internacional ao segundo turno e defende a proteção da democracia e do audiovisual brasileiro

Por Guilherme Souza

Wagner Moura, Kleber Mendonça Filho e nomes do cinema assinam carta sobre eleições de 2026

Wagner Moura, Kleber Mendonça Filho e outros integrantes brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood assinaram uma carta aberta sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Odocumento pede atenção internacional ao processo eleitoral brasileiro.

Também aparecem entre os signatários Sônia Braga, Fernando Meirelles, Petra Costa, Rodrigo Teixeira, Alice Braga, Anna Muylaert, Gabriel Mascaro e Karim Aïnouz. A carta foi divulgada pela revista Variety, conforme informa a fonte principal.

Carta cita preocupação com cenário político

Os profissionais afirmam estar preocupados com o clima político no Brasil e defendem um acompanhamento rigoroso do segundo turno, marcado no documento para 25 de outubro. O texto menciona uma diferença de 1,87 ponto percentual entre os candidatos no primeiro turno.

Além disso, a carta cita alegações de possível interferência estrangeira e pede investigação transparente. Os signatários também mencionam relatos sobre mudanças no alcance de conteúdos políticos em plataformas da Meta e dificuldades atribuídas às contas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Instagram.

O documento ainda faz referência a um programa sediado nos Estados Unidos que teria promovido anúncios favoráveis a Flávio Bolsonaro em troca de tokens de criptomoedas. A carta relaciona o caso a uma investigação mais ampla sobre possíveis irregularidades no ambiente eleitoral.

Documento menciona propostas de Flávio Bolsonaro

Entre os pontos destacados está a declaração atribuída a Flávio Bolsonaro sobre a possibilidade de reescrever a Constituição de 1988. Segundo o texto, uma nova versão seria elaborada por um Congresso com maioria de extrema direita.

A carta também menciona a tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do candidato, e afirma que ele está preso em conexão com o caso. O documento diz ainda que Flávio Bolsonaro teria prometido conceder anistia ao pai caso assumisse o cargo.

Os signatários criticam o que consideram uma normalização desses episódios por parte de setores da imprensa tradicional. Eles também citam a denúncia apresentada ao Tribunal Penal Internacional sobre mortes durante a pandemia de Covid-19, sem apresentar novas informações além das incluídas no documento.

Manifesto defende continuidade do audiovisual

Para os profissionais, políticas de austeridade podem afetar diretamente a cultura e o cinema nacional. A carta relembra o fechamento do Ministério da Cultura, a suspensão do Fundo Setorial do Audiovisual e o enfraquecimento de instituições culturais durante a gestão anterior.

Wagner Moura, Kleber Mendonça Filho e os demais signatários defendem a liberdade de expressão e a sustentabilidade da indústria audiovisual brasileira como partes da proteção democrática. Por isso, convocam a imprensa internacional, a comunidade audiovisual e instituições competentes a acompanhar e investigar as denúncias de forma independente.

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